Tipos de emendas Fibra Óptica

Emenda óptica consiste em uma junção permanente ou temporária de duas ou mais segmentos de fibras.  Serve para aumentar a extensão de um cabo óptico, fazer a mudança de tipo de cabo, conectar um equipamento ativo ou fazer manobras em um sistema de cabeamento estruturado.

Existem três tipos de emendas:

Emenda ótica por Fusão

 

Emenda por Fusão

Este processo não é exatamente simples ou rápido, e como o próprio nome diz, consiste em “fundir” uma fibra óptica à outra.

Neste tipo de emenda a fibra é introduzida limpa e clivada na máquina de fusão, para após o alinhamento apropriado, ser submetida à um arco voltáico que eleva a temperatura nas faces das fibras, o que provoca o derretimento das fibras e a sua soldagem. O arco voltáico é obtido a partir de uma diferença de potencial aplicada sobre dois eletrodos de metal. Após a fusão a fibra é revestida por resinas que tem a função de oferecer resistência mecânica à emenda, protegendo-a contra quebras e fraturas.

Após a proteção a fibra emendada é acomodada em recipientes chamados caixa de emendas. As caixas de emendas podem ser de vários tipos de acordo com a aplicação e o número de fibras. Umas são pressurizáveis ou impermeáveis, outras resistentes ao sol, para instalação aérea.

O custo de todo o material necessário para este tipo de emenda é alto, pois o processo de “Emenda Óptica por Fusão” exige um custo alto de investimento nos equipamentos para a sua operação. Entretanto, este processo agiliza as instalações e garante uma grande confiabilidade no sistema.

A clivagem, acima citada, é o processo de corte da ponta da fibra óptica. É efetuada a partir de um pequeno ferimento na casca da fibra óptica (risco), a fibra é tracionada e curvada sob o risco, assim o ferimento se propaga pela estrutura cristalina da fibra. A qualidade de uma clivagem deve ser observada com microscópio.

Emenda Mecânica

Emenda óptica Mecânica

Este tipo de emenda é baseado no alinhamento das fibras através de estruturas mecânicas (desenvolvidas para tal finalidade), que mantém estas fibras posicionadas frente a frente, sem uni-las definitivamente. Neste tipo de emenda as fibras também devem ser limpas e clivadas. Este tipo de emenda é recomendado para um número reduzido de emendas a realizar, pois o custo desses dispositivos é relativamente barato, além de serem reaproveitáveis, porém não é aconselhável utilizá-los em sistemas que exijam uma grande confiabilidade.

 

Emenda óptica por Conectorização

Emenda por Conectorização

Este processo é bem semelhante ao processo de Emenda Mecânica, onde duas fibras devem ser alinhadas e não unidas. Entretanto, em cada fibra é colocado um conector óptico e estes dois conectores são encaixados em um acoplador óptico de modo a tornar possível o alinhamento entre as fibras, sem uni-las definitivamente.

Isto é conseguido através do uso de outro tipo de conector chamado de Adaptador Óptico, esta emenda é executada de forma rápida, desde que os conectores já estejam instalados nos cordões ópticos.

Ele é também muito usado em acessórios ópticos chamados de Distribuidores Ópticos, onde fazem a interface entre um cabo vindo de uma sala de equipamentos e os equipamentos ativos instalados no andar, no Armário de Telecomunicações.

Veja os tipos de conectores para esta emenda clicando aqui.

Servidores Linux, Squid e BlackList.

Atualizando as blacklists

Além do filtro com base em palavras, o DansGuardian utiliza uma lista de sites proibidos, que sequer chegam a ser acessados. Por padrão, o DansGuardian vem com uma lista muito pequena e desatualizada, apenas como exemplo. Para efetivamente usar este recurso, é preciso baixar uma lista mais elaborada.

Você pode baixar uma lista longa e atualizada no http://urlblacklist.com/, o mesmo site que citei no tópico sobre o SquidGuard. As listas do UrlBlacklist são mais adequadas para uso no DansGuardian, pois incluem também listas de termos (que são usadas pelo DansGuardian para complementar o filtro estático baseado em URLs), mas ele possui a desvantagem de ser um serviço não-gratuito, onde você precisa assinar o serviço para ter acesso completo às listas.

O link completo para a versão mais recente é:
http://urlblacklist.com/cgi-bin/commercialdownload.pl?type=download&file=bigblacklist

Para instalar, basta descompactar o arquivo e mover o conteúdo para dentro da pasta “/etc/dansguardian/”, substituindo a pasta “/etc/dansguardian/blacklists” existente:

$ tar -zxvf bigblacklist.tar.gz
# cp -a –reply=yes blacklists/ /etc/dansguardian/

Depois de instalar o arquivão completo, você pode usar o script de atualização, disponível no site, para baixar atualizações de forma automática. Baixe-o em:
http://urlblacklist.com/downloads/UpdateBL

Basta ativar a permissão de execução e executá-lo. Em algumas distribuições é preciso criar a pasta “/var/lib/lrpkg/”, onde ele guarda os logs. Sem esta pasta, ele exibe um erro e não conclui a atualização.

# mkdir -p /var/lib/lrpkg/
# chmod +x UpdateBL
# ./UpdateBL

O pacote inclui várias listas diferentes, separadas por assunto. Assim como na lista do Shalla’s, as listas incluem muitos assuntos inocentes como, “cellphones”, “sports” e “childcare” (saúde infantil). Ele não é uma “blacklist” no sentido estrito da palavra, mas sim um conjunto de listas que incluem também sites sobre conteúdos diversos. A idéia aqui é que você pode bloquear todos os assuntos desejados.

Dentro de cada uma das subpastas, você encontra três arquivos: domains (sites completamente bloqueados), expressions (palavras comumente encontradas em sites de conteúdo impróprio) e urls (páginas específicas, dentro de sites permitidos). Para ativar o uso das blacklists, edite os arquivos “/etc/dansguardian/bannedsitelist” e “/etc/dansguardian/bannedurllist“, adicionando (ou descomentando) as linhas referentes às categorias que devem ser ativadas.

Para bloquear páginas de conteúdo adulto (adult), drogas (drugs), páginas pornográficas (porn) e warez, adicione (ou descomente) no arquivo “/etc/dansguardian/bannedurllist” as linhas:

.Include</etc/dansguardian/blacklists/adult/urls>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/drugs/urls>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/porn/urls>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/warez/urls>

No arquivo “/etc/dansguardian/bannedsitelist” vão as linhas:

.Include</etc/dansguardian/blacklists/adult/domains>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/drugs/domains>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/porn/domains>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/warez/domains>

Você pode usar também os arquivos com expressões proibidas, incluídos no pacote para reforçar a lista adicional, com os termos em português, que já ativamos anteriormente. Para isso, abra novamente o arquivo “/etc/dansguardian/bannedphraselist” e adicione as linhas:

.Include</etc/dansguardian/blacklists/adult/expressions>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/drugs/expressions>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/porn/expressions>
.Include</etc/dansguardian/blacklists/warez/expressions>

Faça o mesmo com outras categorias que quiser adicionar.

Clusters de alta disponibilidade.

Em vez de montar um único servidor com componentes redundantes, existe também a opção de usar um cluster de alta disponibilidade (chamados de “high-availability clusters” ou “failover clusters”), onde são usados dois servidores completos, onde a única função do segundo servidor é assumir a posição do primeiro em caso de falhas (modo chamado de ativo/passivo), diferente de um cluster com balanceamento de carga, onde os servidores dividem as requisições (ativo/ativo).

Existem diversas soluções para clusters de alta disponibilidade. Entre as soluções abertas, uma das mais usadas é o projeto Linux-HA (High-Availability Linux, disponível no http://www.linux-ha.org), que desenvolve o heartbeat, um daemon responsável por monitorar o status dos servidores do cluster e permitir que o segundo servidor assuma as funções do primeiro em caso de pane.

Cada um dos servidores possui pelo menos duas placas de rede, o que permite que eles sejam simultaneamente ligados à rede e ligados entre si através de um cabo cross-over ou de um switch dedicado. A conexão interna é usada pelo heartbeat para as funções de monitoramento e sincronismo dos processos, de forma que o segundo servidor possa assumir imediatamente a função do primeiro quando necessário, assumindo o endereço IP anteriormente usado por ele.

É comum também o uso de uma terceira interface de rede em cada servidor (ligada a um switch separado), destinada a oferecer uma conexão de backup com a rede. Isso permite eliminar mais um possível ponto de falha, afinal, de nada adianta ter servidores redundantes se o switch que os liga à rede parar de funcionar. :)

Em geral, o heartbeat é usado em conjunto com o Drbd (http://www.drbd.org), que assume a função de manter os HDs dos dois servidores sincronizados, como uma espécie de RAID 1 via rede. Ao usar o Drbd, o HD do segundo servidor assume o papel de unidade secundária e é atualizado em relação ao do primeiro em tempo real. Quando o primeiro servidor pára, a unidade de armazenamento do segundo servidor passa a ser usada como unidade primária. Quando o servidor principal retorna, o HD é sincronizado em relação ao secundário e só então ele reassume suas funções.

Outra opção é utilizar uma SAN (veja a seguir) para que os dois servidores compartilhem a mesma unidade de armazenamento. Nesse caso, não é necessário manter o sincronismo, já que os dados são armazenados em uma unidade comum aos dois servidores.

Como pode ver, adicionar componentes redundantes, sejam fontes, HDs ou servidores adicionais aumentam consideravelmente os custos. A principal questão é avaliar se o prejuízo de ter o servidor fora do ar por algumas horas ou dias durante as manutenções, acidentes e imprevistos em geral é maior ou menor do que o investimento necessário.

Um pequeno servidor de rede local, que atende a meia dúzia de usuários em um pequeno escritório dificilmente precisaria de redundância, mas um servidor de missão-crítica (como no caso de um banco) com certeza precisa. Cada nível de redundância adiciona um certo valor ao custo dos servidores, mas reduz em certa proporção o tempo de downtime.

A disponibilidade do servidor é genericamente medida em “noves”. Um nove indica uma disponibilidade de 90%, ou seja, uma situação em que o servidor fica fora do ar até 10% do tempo (imagine o caso de uma máquina instável, que precisa ser freqüentemente reiniciada, por exemplo), o que não é admissível na maioria das situações.

Com dois noves temos um servidor que fica disponível 99%, o que seria uma boa marca para um servidor “comum”, sem recursos de redundância. Por outro lado, uma disponibilidade de 99% significa que o servidor pode ficar fora do ar por até 7 horas e 18 minutos por mês (incluindo todas as manutenções, quedas de energia, operações de backup que tornem necessário parar os serviços e assim por diante), o que é tolerável no caso de uma rede local, ou no caso de um servidor que hospeda um site fora da área de comércio eletrônico, mas ainda não é adequado para operações de missão crítica.

Para adicionar mais um nove, atingindo 99.9% de disponibilidade (o famoso “three nines”), não é possível mais contar apenas com a sorte. É necessário começar a pensar nos possíveis pontos de falha e começar a adicionar recursos de redundância. Entram em cena as fontes redundantes, o uso de uma controladora RAID com suporte a hot-swap, uso de um nobreak com boa autonomia para todo o equipamento de rede, de forma que o servidor continue disponível mesmo durante as quedas de luz, e assim por diante. Afinal, 99.9% de disponibilidade significa que o servidor não fica fora do ar por mais de 43 minutos por mês.

No caso de servidores de missão crítica, qualquer interrupção no serviço pode representar um grande prejuízo, como no caso de instituições financeiras e grandes sites de comércio eletrônico. Passa então a fazer sentido investir no uso de um cluster de alta disponibilidade e em links redundantes, de forma a tentar atingir 99.99% de disponibilidade. Esta marca é difícil de atingir, pois significa que o servidor não deve ficar mais do que 4 minutos e meio (em média) fora do ar por mês, incluindo aí tudo o que possa dar errado.

Como sempre, não existe uma fórmula mágica para calcular o ponto ideal (é justamente por isso que existem consultores e analistas), mas é sempre prudente ter pelo menos um nível mínimo de redundância, nem que seja apenas um backup atualizado, que permita restaurar o servidor (usando outra máquina) caso alguma tragédia aconteça.